Freelance
ForgeStop
Do selo na garrafa ao mapa da remessa: autenticidade que dá para rastrear
Visão geral
A ForgeStop, com sede em Miami, cria selos inteligentes com NFC e RFID que provam que um produto é genuíno. Basta o consumidor encostar o celular no selo para confirmar a autenticidade, sem baixar nenhum aplicativo, e o selo também avisa se a embalagem já foi aberta. A solução é usada principalmente onde a falsificação custa caro: medicamentos e bebidas de alto valor, como vinhos e destilados. Mas o selo é só a ponta visível. Além de distribuí-lo, a ForgeStop queria que as marcas monitorassem as remessas pela plataforma e personalizassem o que o consumidor vê ao consultar um produto: o lote, a rota que ele percorreu e até dados da produção, na linha do passaporte digital de produto exigido na Europa. Redesenhamos partes dessa plataforma: o editor das telas de autenticação, a página de produto e o acompanhamento de lotes e leituras.
Quatro telas, uma marca
Um editor com prévia ao vivo para a marca configurar cada momento do consumidor: verificar, autêntico, nova tentativa e embalagem violada.
Lotes com status
Cada lote mostra se está ativo, se foi marcado como falsificado ou se passou por recall.
A rota de cada leitura
Cada scan vira um ponto no mapa, da fábrica ao centro de distribuição e à mão do consumidor.
Passaporte digital
Pegada de carbono, nota ESG, certificações e materiais de cada lote, prontos para mostrar ao consumidor.
01 O problema

O selo
O selo da ForgeStop vai no gargalo da garrafa ou na embalagem do remédio. Com um toque do celular, ele abre uma página com a marca do fabricante que confirma a origem do produto. Por trás dessa página, cada leitura é registrada com data, local e lote, e é esse registro que faz da autenticação um rastreio.






A plataforma de partida
No fim de 2024, a plataforma já mostrava números, um mapa de leituras, gráficos e alertas de falsificação, mas cada coisa vivia num painel ou numa tabela à parte: dashboard, scans, produtos e pedidos. A marca não tinha como personalizar o que o consumidor via nem como seguir a rota de um produto ou o estado de um lote. Para crescer com clientes de farmácia e de bebidas, a ForgeStop precisava que a plataforma contasse a história de cada produto, e não só guardasse os dados.
02 O processo

O que a marca controla
Antes de desenhar o editor, mapeamos as telas que o consumidor vê ao tocar o selo: verificar, produto autêntico, nova tentativa e embalagem aberta, além da página extra que se abre em "Mostrar mais". Em cada uma, marcamos o que poderia mudar de marca para marca: fundo, cor principal, cor de destaque, nome do produto, texto e descrição. Esse mapa virou a lista de campos do editor e garantiu que qualquer combinação continuasse legível no celular.
03 A solução



O editor de templates
O editor organiza a experiência em abas, uma por momento: Geral, Verificação, Autenticado e Nova tentativa. Em Geral, a marca define nome, SKU, logotipo e foto do produto, com recorte na proporção certa, as fontes e as seis cores que valem para todas as telas. Nas outras abas, ajusta títulos e mensagens, com limite de caracteres, o aviso de embalagem aberta e o link de contato. Uma prévia ao lado mostra a tela como o consumidor vai ver, e uma página extra opcional pode ser escrita no modo visual ou em código.

Produto, templates e lotes
A página de produto passou a reunir tudo o que pertence a ele. No topo, os dados básicos; no meio, os templates criados no editor, com o ativo em destaque, para a marca testar versões sem perder a que está no ar; embaixo, os lotes, com busca, filtro e um status claro: ativo, falsificado ou em recall.

O lote e o passaporte digital
No detalhe do lote, os números vêm primeiro: selos ativos, IDs únicos e selos do lote. Depois, os dados de produção e os atributos, como teor alcoólico, país de exportação e onde o produto pode ser vendido. Um bloco novo, o passaporte digital, reúne pegada de carbono, emissões por produto, nota ESG, certificações e materiais da embalagem. Por fim, a lista de leituras do lote.


A jornada de cada leitura
Cada scan ganhou uma página própria, com o produto, o chip e o pedido lado a lado. A jornada é contada numa linha do tempo e num mapa com a rota, da fábrica ao consumidor, para a marca ver se um produto saiu do caminho esperado. Os detalhes do lote abrem numa gaveta lateral, sem tirar a pessoa da tela, e a lista de leituras mostra onde e quando o selo foi lido e se o lacre estava aberto ou fechado.
Resultado
As telas desenhadas já estão aplicadas na plataforma, em produção. O trabalho cobriu partes do produto, justamente as mais visíveis: a configuração da experiência do consumidor e o acompanhamento de cada produto, lote e leitura.
Impacto
Uma plataforma que transforma um selo de autenticidade em um histórico completo de cada produto.
Ficha técnica
- Design de produto
- Caio Colin